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RENATINHA

A oposto Renata Colombo, conhecida mundialmente como Renatinha, é uma colecionadora de títulos. Se pela seleção brasileira conquistou Mundial, Grand Prix, Copa dos Campeões e Copa Pan-Americana, por clubes o sucesso é o mesmo. Tanto que tem na bagagem um tricampeonato da Superliga pelo Rexona-Ades (RJ), competição pela qual já foi duas vezes eleita a Melhor Atacante e uma vez recebeu o troféu de Maior Pontuadora.

Há duas temporadas, aceitou o desafio de defender pela primeira vez uma equipe estrangeira (Toyota Autobody Queenseis) e se mudou para o Japão. Já em 2008 foi campeã da Copa do Imperador, além de ter sido a maior pontuadora da Liga (668 pontos). Aos 29 anos, Renatinha abre o jogo para o VôleiBrasil e conta como faz para superar a saudade de casa e seguir brilhando nas quadras.

TEMPORADA

Renatinha - "Agora, acabou a temporada e pretendo descansar um pouco, porque aqui no Japão ela é cansativa. Jogamos sempre sábado e domingo... imagine! A temporada 2009/2010 foi de aprendizado. Nosso time teve muitas jogadoras machucadas. Cada time só pode ter uma jogadora estrangeira e a responsabilidade é grande. Então, é preciso jogar sempre bem e ser regular. Mas quando a gente sai do país já sabe da responsabilidade".

APRENDIZADO

Renatinha - "O aprendizado pessoal também é grande, pelo fato de eu estar sozinha e num país totalmente diferente. Tecnicamente, cresci como jogadora também. Você aprende um pouco de cada coisa na quadra, pois começa a jogar no estilo japonês, defendendo, explorando a mão de fora, largando... Mas não perco o meu estilo, que é de força. É uma troca, pois elas observam a minha vibração em quadra e passaram a vibrar também".

CARINHO DOS FÃS

Renatinha - "São diferentes dos fãs do Brasil. De um modo geral, são um pouquinho envergonhados. Quando eles gostam, te acompanham em vários jogos, em várias cidades... tiram fotos e depois fazem para você um álbum da temporada toda. Dão presentes como docinhos, por exemplo. Isso não tem preço, sabia? De certa forma preenche um pouco a saudade da família, que só consigo rever nas férias".

DOCES

Renatinha - "Aqui no Japão os doces são deliciosos, bons demais. Tem doces de época, por exemplo o sakura na Primavera. Tem também bolos maravilhosos, mas não podemos comê-los sempre".

FEIJÃO

Renatinha - "Ainda bem que aqui tem comida brasileira. Arroz, feijão, carne, salada... eu faço a minha própria comida. Nos hotéis, o time tinha a preocupação de ter comida para eu comer, como arroz, carne e salada. Arroz tinha sempre, mas feijão era um pouco difícil e eu só comia em casa mesmo".

IDIOMA

Renatinha - "Eu tenho uma intérprete que ajuda muito, porque a Língua Japonesa é um pouco difícil de aprender. Na quadra, dá para se comunicar, não muda nada. Vôlei é igual em qualquer lugar, né? As jogadoras me acolheram superbem, não tenho do que reclamar".

NEVE E TERREMOTO

Renatinha - "Eu já tinha visto neve antes de atuar no Japão. Mas, desta vez, deu para esquiar num dia de folga. Quer dizer, tentar esquiar. Terremoto? Teve um bem leve, mas eu estava dormindo e não senti. Depois me contaram".

SELEÇÃO

Renatinha - "Posso não estar na seleção brasileira, mas tenho amigas lá e fico na torcida sempre. Vai começar mais uma temporada, com competições importantes. Desejo boa sorte para o grupo".

Equipe VôleiBrasil

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