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JOÃO PAULO TAVARES

24.05.10

A temporada 2009/10 foi uma das mais positivas na carreira do atacante João Paulo Tavares, de 2,04m e 93kg. Com a camisa verde-amarela, conquistou os títulos da Liga Mundial e Copa dos Campeões.

Em seguida, sagrou-se campeão logo em seu primeiro ano no voleibol japonês, pelo Panasonic Panthers. De quebra, foi o maior pontuador na final da V-League (17 pontos, 61% de ataque e 65% de recepção). 

Ex-jogador de Vasco/Três Corações (2001), Son Omar-ESP (2002), Banespa/São Bernardo (2003), Unisul (2004/05 e 08/09), Cimed (2006/07) e Santander (2007/08), o mineiro de Três Pontas diz ao site Vôlei Brasil como foi a sua adaptação ao lado da esposa e dos dois filhos no Oriente.

Mas engana-se quem pensa que a sua história na seleção brasileira começou no ano passado. O início da trajetória foi em 2000, quando venceu o Sul-Americano infanto-juvenil. Confira abaixo a entrevista exclusiva de João Paulo, 27 anos.

VB - Você foi treinado por Percy Oncken (infanto-juvenil) e Marquinhos Lerbach (juvenil) nas seleções de base. Nos conte um pouco sobre a sua história com a camisa do Brasil.

"Fui convocado para as seleções de base, sendo bicampeão sul-americano (infanto-juvenil e juvenil) e vice mundial juvenil. E também fui chamado para jogar em uma seleção de novos. No adulto, a primeira convocação foi em 2005, quando joguei alguns jogos na campanha do título da Liga Mundial. Voltei em 2009 à seleção".

VB - Qual é o balanço da primeira temporada no Japão? 

"Foi bom. O campeonato japonês é legal, com estilo de jogo um pouco diferente: menos força e mais técnica. Pude evoluir bem no fundo de quadra. Os times são muito bons na defesa. Eu me cobrava muito neste fundamento, para que o time não ficasse com uma peça tão diferente".

VB - No Japão, cada equipe pode ter - no máximo - um estrangeiro. Foi difícil se adaptar? 

"O mais fácil foi o convívio com os jogadores. Antes de chegar lá, eu imaginava que os japoneses fossem mais fechados. Mas é o contrário... tudo gente fina e um pouco brincalhão. O mais difícil é a vida fora da quadra, que é bem diferente. Fui com minha família, duas crianças... o fato de não usar carro limita um pouco o que você pode fazer quando não está treinando".

VB - Como é viver em um país com uma língua completamente diferente?

"Tinha intérprete comigo lá, mas mesmo assim aprendi alguma coisinha da língua japonesa, como 'bom dia', 'obrigado'. É mais fácil se comunicar dentro de quadra, onde eles usam muitas palavras da língua inglesa durante o jogo ou o treino. Por isso, às vezes é fácil transmitir algo a algum jogador durante a partida".

VB - E a questão da alimentação?

"Não tive dificuldade. Aqui no Brasil gosto de comer comida japonesa, mas lá não é sushi todo dia. A gente come sushi só quando vai jantar fora. Quase todos os dias eu almoçava e jantava em casa com a família. É tranquilo e fácil achar mercado brasileiro. É só ligar ou pedir pela internet que eles entregam em sua casa".

VB - Como fez para comer feijão no Japão?

"Já levamos um monte, com a mala cheia, para não faltar! (risos) Nas viagens, sempre ficávamos em hotéis. Quanto ao cardápio deles, a comida não é ruim... mas é 'meio fraca' para os estrangeiros. Porque comem muito bolinho de arroz ou aquele potinho com macarrão japonês... tem doce de feijão também, mas eu não gosto".

VB - Conseguiu conhecer algum parque ou ponto turístico? 

"A final da liga foi disputada em Tóquio. Após o jogo, ganhei uns dias de folga e aproveitei para levar os meus filhos à Disney. Coincidentemente, ambos fazem aniversário em abril. Como não estávamos no Brasil, não pude organizar aquela festa com a criançada toda. E lá no parque eles brincaram bastante".

Equipe Vôlei Brasil

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